Patrícia Almeida
notícia

O mundo do trabalho não voltará a ser o mesmo

A Covid-19 entrou nas nossas vidas há nove meses e alterou profundamente a organização das empresas de todos os setores económicos. O mundo do trabalho não voltará a ser o mesmo. A capacidade de cada um saber adaptar-se à transformação digital - que já era inevitável, mas que vinha sendo adiada - é agora fundamental.

As Tecnologias da Informação (TI) passaram, assim, a assumir um papel central na capacidade das organizações darem continuidade ao seu negócio. Com a implementação do regime de teletrabalho, o apoio de profissionais de TI na orientação dos colaboradores e na implementação de sistemas que permitissem melhorar a produtividade tornou-se imprescindível.

De acordo com um estudo da consultora International Data Corporation (IDC), “a adoção do teletrabalho, a gestão orientada para objetivos e não para a presença física dos colaboradores em horários fixos” e a "utilização de ferramentas que já existiam, mas que encontravam maior resistência nos trabalhadores de mais idade", aconteceu de repente, graças à pandemia de covid-19.

De acordo com a IDC Portugal, dentro de um ano teremos um crescimento de 50% nos negócios com presença digital.

Aliás, em abril, em declarações à agência Lusa, o presidente executivo da IDC, Gabriel Coimbra, referia que nas primeiras semanas de confinamento, Portugal tinha dado “um salto tecnológico de dez anos, com o trabalho remoto, canais digitais e aumento do e-commerce.”

A rápida disseminação da tecnologia, acelerada pela pandemia, gerou uma necessidade urgente de adaptação. É, por isso, previsível que as empresas reforcem a procura de trabalhadores com competências tecnológicas. Geram-se, assim, oportunidades de trabalho pela necessidade de reinvenção das empresas e das pessoas.

Como referiu recentemente Alain Dehaze, responsável da empresa de Recursos Humanos do Grupo Adecco, “agora é a hora dos empregadores se apoiarem e se anteciparem à transformação do mercado de trabalho”. Porque – frisou – “as empresas que florescerão num mundo pós-pandemia são aquelas com a força de trabalho mais resiliente”.