Patrícia Almeida
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CIP diz que o país não pode dar-se ao luxo de perder tantos dias de produção

As medidas anunciadas pelo Governo para conter a pandemia "não são consistentes, ponderadas e não estão sequer cientificamente fundamentadas", prejudicando as empresas e o país. Foi esta forma que a CIP – Confederação Empresarial de Portugal reagiu hoje às medidas determinadas pelo Conselho de Ministros no passado sábado.

Em comunicado, a CIP refere que “as medidas restritivas que atingem os próximos dois fins de semana, a que se junta a tolerância de ponto para alargar esses fins de semana até aos feriados de 1 e 8 de dezembro, traduzem-se num forte condicionalismo em relação a oito dias completos”.

A situação – acrescenta a confederação – é agravada pelo encerramento das escolas em 30 de novembro e em 7 de dezembro, “o que implica um problema adicional para centenas de milhares de pais que terão de assegurar a necessária assistência aos filhos".

A CIP não poupa nas críticas e diz que "o anúncio do Governo é tanto mais grave quanto se recomenda e remete para as empresas a possibilidade de “suspenderem a laboração” nestes dias [30 de novembro e 7 de dezembro]".

"Numa situação de quebra dramática dos rendimentos, o país não pode dar-se ao luxo de perder tantos dias de produção, não existindo qualquer base científica que justifique o encerramento generalizado das empresas", diz a associação presidida por António Saraiva.

Recorde-se que o Governo anunciou no sábado as medidas de contenção da covid-19 para o novo período de estado de emergência, que vigorará entre as 00:00 de terça-feira, 24 de novembro, e as 23:59 de 8 de dezembro.

Nas vésperas dos feriados não haverá aulas e a função pública terá tolerância de ponto. O Governo apelou ao setor privado para dispensar também os trabalhadores nestes dois dias.